Grupo de crianças sorrindo e esticando as mãos em direção à câmera, imagem que lembra o menor dos irmãos de Jesus em Mateus 25

Devocional

Mateus 25: O Que Fizemos Ao Menor Deles

5 min de leitura

Versículo-chave

Digo a verdade a vocês: Quando vocês fizeram isso ao menor destes meus irmãos, estavam fazendo a mim!

Mateus 25:40 (ONBV)

Capítulo completo — Mateus 25

Mateus 25

ONBV

1“O Reino dos céus pode ser ilustrado pela história de dez damas de honra virgens que tomaram suas lamparinas e foram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram insensatas e cinco eram prudentes. 3As insensatas pegaram suas lamparinas, mas não levaram óleo de reserva.

4As prudentes, no entanto, levaram óleo em suas vasilhas, junto com as suas lamparinas. 5E, como o noivo estava demorando, elas se deitaram para descansar e adormeceram. 6“À meia-noite, elas foram acordadas pelo grito: ‘O noivo está chegando! Saiam para recebê-lo!’

7“Todas as moças acordaram e prepararam suas lamparinas. 8Então as cinco insensatas que não tinham azeite de reserva pediram às prudentes: ‘Deem um pouco de óleo para nós, porque as nossas lamparinas estão se apagando’. 9“Mas as outras responderam: ‘Nós temos apenas o suficiente para nós. Vão e comprem óleo para vocês’.

10“Mas quando elas foram, o noivo chegou, e aquelas que estavam prontas entraram com ele para o banquete de casamento, e a porta foi trancada. 11“Mais tarde, quando as outras cinco voltaram, ficaram lá fora, chamando: ‘Senhor! Senhor! Abra a porta para nós!’ 12“Porém ele respondeu: ‘A verdade é que eu não as conheço!’

13“Portanto, vigiem e estejam preparados, porque vocês não sabem o dia nem a hora da minha volta. 14“O Reino dos céus pode ser ilustrado também com a história de um homem que ia para um outro país e, então, reuniu os seus servos e confiou-lhes os seus bens. 15“A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, divididos de acordo com a competência deles, e então partiu para sua viagem.

16O homem que recebeu cinco talentos saiu imediatamente para negociar e ganhou outros cinco talentos. 17O homem que tinha dois talentos ganhou outros dois talentos. 18Mas o homem que tinha recebido um talento saiu e cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro, para guardá-lo em segurança.

19“Depois de muito tempo, o senhor deles voltou da viagem e chamou os três para prestarem contas. 20O homem a quem ele tinha dado cinco talentos trouxe-lhe outros cinco e disse: ‘O senhor me confiou cinco talentos. Veja! Aqui estão mais cinco’. 21“O senhor elogiou o servo: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre muito. Venha festejar com o seu senhor!’

22“Depois veio o homem que tinha recebido dois talentos e disse: ‘Patrão, o senhor me deu dois talentos; veja, eu ganhei mais dois’. 23“ ‘Muito bem, servo bom e fiel!’, respondeu o seu senhor. ‘Você foi fiel no pouco, agora eu lhe darei muito mais. Venha festejar com o seu senhor!’. 24“Então o homem que tinha recebido um talento disse: ‘Patrão, eu sabia que o senhor era um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou.

25Por isso tive medo, saí e escondi o seu talento na terra e aqui está ele!’ 26“Mas o seu senhor respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Já que sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei, 27você devia pelo menos ter posto meu dinheiro no banco, de maneira que eu pudesse ganhar algum juro.

28“ ‘Tirem o talento deste homem e deem ao homem que tem dez. 29Porque aquele que usa bem o que lhe dão, a este será dado ainda mais, e terá grande quantidade. Mas o homem que é infiel, até mesmo o pouco que tem será tirado dele. 30E joguem o servo inútil lá fora no escuro; ali haverá choro e ranger de dentes’.

31“Mas quando o Filho do Homem vier em sua glória com todos os anjos, ele se assentará no seu trono de glória celestial. 32Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará as pessoas, como um pastor separa as ovelhas dos bodes, 33e colocará as ovelhas à sua direita, e os bodes à sua esquerda.

34“Então o Rei dirá àqueles à sua direita: ‘Venham, benditos do meu Pai, para o Reino preparado para vocês desde a criação do mundo. 35Porque eu tive fome, e vocês me deram de comer; eu tive sede, e vocês me deram de beber; eu era um estranho, e vocês me convidaram para suas casas; 36eu estive nu, e vocês me vestiram; eu estive doente, e vocês cuidaram de mim; estive na prisão, e vocês me visitaram’.

37“Então os justos responderão: ‘Senhor, quando foi que nós vimos o Senhor com fome, e lhe demos de comer? Ou com sede, e lhe demos alguma coisa para beber? 38Ou como estranho, e o socorremos? Ou nu, e o vestimos? 39Quando foi que vimos o Senhor doente, ou na prisão, e o visitamos?’

40“E o Rei lhes dirá: ‘Digo a verdade a vocês: Quando vocês fizeram isso ao menor destes meus irmãos, estavam fazendo a mim!’ 41“Então ele se voltará para aqueles que estiverem à sua esquerda e dirá: ‘Fora daqui, malditos, para o fogo eterno preparado para o Diabo e seus anjos. 42Porque eu tive fome, e vocês não me deram de comer; eu tive sede, e vocês não me deram nada para beber;

43eu fui um estranho, e vocês me recusaram hospedagem; eu estive nu, e vocês não quiseram vestir-me; eu estive doente, e na prisão, e vocês não me visitaram’. 44“Então eles responderão: ‘Senhor, quando foi que vimos o Senhor com fome, com sede, estranho, nu, doente, ou na prisão, e não socorremos o Senhor?’ 45“E ele responderá: ‘Digo a verdade a vocês: Quando se recusaram a socorrer ao menor destes meus irmãos, vocês estavam recusando ajuda a mim’.

46“E eles irão para o castigo eterno; mas os justos irão para a vida eterna”.

Observação

Cinco lamparinas se apagam à meia-noite, e a porta se fecha. Jesus conta a parábola das dez moças com a frieza de quem já viu esse filme: o noivo demorou, todas dormiram, e a diferença entre as prudentes e as insensatas não estava na vigilância, estava no óleo de reserva (v. 1-13). Ninguém é condenado por cochilar. A conta chega para quem confiou que a emoção do primeiro dia daria conta da espera inteira.

A segunda história muda o cenário, do casamento para o mercado. Um homem viaja e entrega cinco, dois e um talento, “de acordo com a competência deles” (v. 15). Os dois primeiros negociam e dobram o capital. O terceiro cava um buraco e esconde o dinheiro porque “tive medo” (v. 25). O medo se vestiu de prudência, e o senhor o chamou de servo mau e preguiçoso.

Então vem o trono. O Rei separa ovelhas de bodes, e o critério não é doutrina, nem currículo, nem fervor: é fome, sede, hospedagem, roupa, doença, prisão (v. 35-36). Os dois lados fazem a mesma pergunta espantada: “quando foi que vimos o Senhor?” (v. 37, 44). Os justos não sabiam que estavam servindo a Cristo. Os malditos não sabiam que o estavam ignorando.

A resposta cabe numa frase só: “Quando vocês fizeram isso ao menor destes meus irmãos, estavam fazendo a mim” (v. 40). O capítulo inteiro afunila nesse endereço, e é um endereço pequeno.

Aplicação para Vida

Confesso que costumo ler as três histórias como um sermão sobre produtividade espiritual: tenha reserva, renda frutos, faça o bem. Só que o capítulo termina na fila do pão, e não no púlpito. A fé que Jesus cobra aqui tem rosto, horário e custo.

O óleo de reserva é a vida comum, a que ninguém aplaude. Oração numa terça sem graça, uma contribuição fiel quando ninguém está olhando, o telefonema ao vizinho que ficou doente. Essas coisas não se emprestam na hora H, como as moças insensatas descobriram: “Vão e comprem óleo para vocês” (v. 9).

Os talentos pedem uma pergunta honesta sobre o que está enterrado. Uma habilidade, um tempo livre, uma sala de casa, um salário que sobra no fim do mês. O servo do único talento não roubou nada; apenas guardou, com medo de errar. Guardar com medo também é uma decisão, e o senhor a leu como tal.

E o menor dos irmãos mora mais perto do que parece: o colega que vive sozinho, o imigrante que não conhece o bairro, a mãe que não consegue pagar a conta de luz. Hoje, Mateus 25 pede uma ação com nome e endereço. A porta ainda não se fechou, e o óleo ainda se compra.

Oração

Senhor, confesso que quase sempre te procuro nos lugares bonitos: na música certa, na palavra bem dita, no culto cheio. Tu disseste que estás na fila da sopa, na cama do hospital, na cela, no rosto de quem chegou sem falar a língua. Perdoa as vezes em que passei ao lado de ti e achei que era só trânsito.

Tenho um talento enterrado e conheço o buraco, porque fui eu que o cavei. O medo me convenceu de que guardar era mais seguro do que arriscar. Desenterra isso comigo hoje, mesmo que eu erre no primeiro passo.

Enche minha lamparina de um óleo que não dependa do meu humor. E quando o noivo demorar, que eu esteja acordado, ou pelo menos preparado, e com as mãos ocupadas em alguém que precisa. Amém.

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