Nascer do sol dourado sobre montanhas cobertas de névoa, simbolizando a esperança permanente e o acesso a Deus por meio do sacerdócio eterno de Jesus em Hebreus 7

Devocional

Hebreus 7: O Sacerdote Que Vive Para Sempre

4 min de leitura

Versículo-chave

Ele pode salvar completamente todos quantos vão a Deus por meio dele.

Hebreus 7:25 (ONBV)

Capítulo completo — Hebreus 7

Hebreus 7

ONBV

1Esse Melquisedeque era rei da cidade de Salém, e também um sacerdote do Deus Altíssimo. Quando Abraão estava regressando para casa depois de ter ganhado uma grande batalha contra muitos reis, Melquisedeque foi ao seu encontro e o abençoou. 2Abraão, então, tomou a décima parte de tudo quanto havia ganho na batalha e deu a Melquisedeque. O nome de Melquisedeque significa “rei de justiça”. O seu nome também quer dizer “rei da paz”, por causa do nome da cidade dele, Salém, que quer dizer “Paz”. 3Melquisedeque aparece na história sem pai nem mãe, e não existem anotações sobre nenhum dos seus antepassados. Não há menção da origem nem do fim dos seus dias, sendo semelhante ao Filho de Deus; ele permanece sacerdote para sempre.

4Vejam então como este Melquisedeque é importante: Até mesmo Abraão, o primeiro e o mais respeitado de todo o povo escolhido de Deus, deu a Melquisedeque a décima parte dos despojos que ele tomou dos reis com quem estivera lutando. 5Conforme a Lei de Moisés, os sacerdotes, que são descendentes de Levi, recebiam do povo a décima parte de tudo, isto é, dos seus irmãos, embora estes fossem descendentes de Abraão. 6Este homem, entretanto, não pertencia à descendência de Levi, e mesmo assim recebeu a décima parte de Abraão. Ele abençoou a Abraão, que havia recebido as promessas.

7E como todos sabem, uma pessoa que tem poder para abençoar é sempre mais importante do que a que é abençoada. 8Os sacerdotes judaicos, embora fossem mortais, recebiam dízimos; somos informados, porém, que no caso de Melquisedeque, o dízimo foi recebido por alguém que continua vivo. 9Poder-se-ia dizer que o próprio Levi, o antecessor de todos os sacerdotes judaicos, de todos os que recebem dízimos, pagou dízimos a Melquisedeque por meio de Abraão.

10Embora Levi ainda não tivesse nascido, a semente da qual ele veio estava em Abraão quando Abraão pagou os dízimos a Melquisedeque. 11Se os sacerdotes judaicos e as suas leis fossem capazes de nos salvar, por que então Deus precisou mandar Cristo como sacerdote da mesma ordem de Melquisedeque, em vez de mandar alguém da ordem de Arão — a ordem à qual pertenciam todos os outros sacerdotes? 12E quando se muda o sacerdócio, a lei também muda.

13Ora, aquele de quem se dizem estas coisas pertencia a outra tribo. E nenhum membro dessa tribo jamais serviu como sacerdote. 14Como todos sabemos, o nosso Senhor é descendente da tribo de Judá, que não havia sido escolhida para o sacerdócio; Moisés nunca lhes dera aquele serviço. 15Portanto, podemos ver claramente que o método divino mudou, pois Cristo, o novo sumo sacerdote que veio da ordem de Melquisedeque,

16não se tornou sacerdote satisfazendo a antiga exigência de pertencer à tribo de Levi, mas de acordo com o poder que deriva de uma vida que não pode acabar. 17Porque as Escrituras falam o seguinte a respeito dele: “Você é para sempre sacerdote da ordem de Melquisedeque”. 18Assim, o antigo sistema de sacerdócio baseado no parentesco foi cancelado, porque era fraco e inútil para salvar o povo.

19A Lei nunca tornou ninguém realmente justo para com Deus. Agora, porém, temos uma esperança superior, pela qual podemos aproximar-nos dele. 20Deus fez um juramento de que Cristo seria sempre sacerdote, embora nunca tivesse dito isso de outros sacerdotes. 21Houve juramento quando ele se tornou sacerdote, pois Deus disse: “O Senhor jurou e nunca mudará de ideia: Você é sacerdote para sempre”.

22Devido ao juramento de Deus, Jesus é a garantia de uma aliança superior. 23No sistema antigo era preciso haver muitos sacerdotes, a fim de que quando os mais velhos morressem, o sistema ainda pudesse continuar com os outros que ocupavam o lugar deles. 24Mas Jesus vive para sempre e continua a ser sacerdote, de modo que o seu sacerdócio é permanente.

25Ele pode salvar completamente todos quantos vão a Deus por meio dele. Uma vez que viverá eternamente, estará sempre ali intercedendo em favor deles. 26Portanto, ele é exatamente o tipo de sumo sacerdote que nós necessitamos; pois é santo e irrepreensível; não foi manchado pelo pecado, foi separado dos pecadores e foi exaltado nos céus. 27Ele não precisa oferecer sacrifícios diários de sangue de animais, como os outros sacerdotes, para cobrir primeiro os seus próprios pecados e depois os pecados do povo; porque ele acabou com todos os sacrifícios, de uma vez por todas, quando se ofereceu a si próprio.

28No sistema antigo, mesmo os sumos sacerdotes eram homens fracos e pecadores que não podiam evitar praticar o mal, porém mais tarde Deus, por seu juramento, nomeou seu Filho, que é perfeito para sempre.

Observação

O que acontece quando a única ponte entre você e Deus deixa de existir? Durante séculos, Israel viveu essa tensão: o sacerdote oferecia sacrifícios e entrava no santuário, mas era mortal. A intercessão tinha data de validade — e, quando o homem morria, outro precisava recomeçar tudo.

Hebreus 7 apresenta Melquisedeque, “sem pai nem mãe” e sem registro de começo ou fim (v. 3), para mostrar que existe um sacerdócio fora da engrenagem humana. Ele abençoou Abraão e recebeu dele o dízimo (v. 1-2, 6), sinal de que estava acima do próprio patriarca e, com ele, de toda a linhagem de Levi.

O capítulo aperta o contraste: os sacerdotes antigos eram muitos “a fim de que quando os mais velhos morressem”, outros continuassem a tarefa (v. 23). Jesus, porém, “vive para sempre” e exerce um sacerdócio permanente (v. 24). A esperança deixa o ritual repetido e se assenta numa pessoa viva.

E há o juramento. Deus não apenas designou um sacerdote; ele jurou (v. 20-21). Desse juramento nasce “uma aliança superior” (v. 22), na qual Jesus é a garantia. O versículo 25 condensa tudo: ele “pode salvar completamente” quem se aproxima de Deus por meio dele, porque “estará sempre ali intercedendo”.

Aplicação para Vida

Eu vivo como se a graça de Deus dependesse do meu desempenho. Se falho, imagino que a ponte caiu; se acerto, acho que eu a reconstruí. Hebreus 7 corrige esse reflexo: a minha aproximação de Deus não se apoia na minha constância, e sim na vida de Jesus, que “vive para sempre” para interceder.

Há um cansaço escondido em tentar ser o meu próprio sacerdote. Recomeçar, me justificar, refazer votos que quebro — tudo isso imita o sistema antigo, onde o sacrifício nunca terminava. Jesus “acabou com todos os sacrifícios, de uma vez por todas” (v. 27). Eu posso parar de me provar.

A consequência prática é descansar sem acomodar. O descanso vem de saber que a minha posição diante de Deus está garantida por um sacerdote perfeito (v. 26); a responsabilidade vem de viver à altura dessa aliança superior. Antes de correr atrás de aprovação, vou lembrar: já há alguém intercedendo por mim neste instante.

Oração

Senhor, eu não quero mais viver como um sacerdote cansado que precisa reoferecer o mesmo sacrifício todos os dias. Tu já encerraste essa conta quando te ofereceste a ti mesmo. Deixa eu respirar dentro dessa verdade, sem cobrar de mim o que só tu poderias pagar.

Intercede por mim agora, porque às vezes eu não sei nem o que pedir. Nos dias em que as palavras faltam, sê tu a minha voz diante do Pai. Que eu me aproxime de ti com confiança, não porque sou constante, mas porque tu permaneces para sempre.

Faz-me viver como quem foi alcançado por uma aliança superior — menos ansioso para provar valor, mais fiel no que tu me confiaste. Amém.

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